domingo, 24 de abril de 2011
Domingo
Domingo e sol forte, cidade morta, caminho pelo centro, lojas fechadas e poucas pessoas,
um mendigo me diz: - Oww garoto, me dá um cigarro?
-Claro, tó ai.
O mendigo olha o cigarro como se isso fosse a maior alegria de sua vida, me olha risonho
e pergunta: -Se tem fogo?
Acendo o cigarro do mendigo e continuo a andar pelas ruas, já deve ser três da tarde, paro
na esquina e uma prostituta me olha: -Eai gato qué trepa gostoso?
Ela realmente não era muito bonita, nem tampouco muito feia, aparentava 40 anos, rosto
desgastado e belas bundas, ora, por que não?
-Quanto que é o programa?
-20
-beleza demorô
Ela me leva então para um prédio aparentemente abandonado, subimos algumas escadas, o
cheiro era forte, devia ser porra misturada com cigarro, gemidos ecoavam pelas paredes:
-Ahhhhhh AHhhhhh AHhhhhhh
Entramos em um quartinho vagabundo, uma cama apenas preenchia o local, não havia janelas
nem lençois, apenas minha pica e aquela bunda que valia 20 reais, ela me chupa durante
alguns minutos e começo a bombar naquela bunda violentamente, agarro seu cabelo, ela geme
muito, provavelmente fingindo, é uma puta, enfim, dou minha gozada e saio fora.
Nas ruas novamente, encontro um antigo conhecido, era um punk do qual eu já tinha dado uns
rolês, -Eai manow firmeza??? ele estava sozinho, -Beleza, eai fazendo o que aí?
Ele tira do bolso 3 pinos de farinha, - Vamo pro pião? pra relembrar os velhos tempos?
Olho ao redor por um instante, eu realmente havia largado a cocaina, mas porra, ninguém
é de ferro certo? e era um domingo realmente tedioso, -Vamo vélho!
Andamos uns 7 minutos e descemos uma escadaria, lá havia um bar digamos bem underground,
apenas um velho viciado cuidava das coisas, ele olha para meu colega punk:
-eaí trouxe a parada?
-ta aqui
Ele entrega um pino para o velho, o velho já abre e despeja grande parte em uma mesa
de sinuca toda fudida, pega um cartão e separa 3 fileirinha de pó, enrola uma nota de 5
conto e dá sua cheirada, dá um grito : -Delíciaaaaaaa!
Então entrega para mim a nota, vacilo um instante olhando para a coisa que tinha me fudido
por anos, mas porra, eu continuava fudido mesmo, que se foda!
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